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O uso dos Ambientes Virtuais e dos Recursos Computacionais na Educação a Distância

O conhecimento, sua aquisição e sua transmissão, ao longo do tempo têm passado por grandes transformações, das quais podemos destacar o computador e suas ferramentas como um meio educacional de grande importância, principalmente pela disseminação do uso da internet, que permitiu o acúmulo de informações.
Com esta disseminação e a popularidade da aquisição de computadores pessoais, difundiu-se uma modalidade de ensino denominada a distância, visto que esta modalidade já existia desde o final do século XVIII.
A educação a distância veio como forma de quebrar os paradigmas educacionais colocando-se como uma grande e positiva perspectiva para o futuro, que além de inovar, proporciona novas habilidades e perspectivas futuras de trabalho.
O Ensino Presencial, tradicional, não supre o crescimento da demanda da sociedade, e o investimento necessário para a formação de novos professores e escolas torna-se alto, portanto, inviável.
Estudos apontam que, quando esta é bem organizada, torna-se mais eficaz do que o Ensino Presencial. O processo de transição do meio convencional para o ambiente virtual não é uma tarefa fácil, pois não há uma uniformidade de motivação, de maturidade nem financeira, tratando-se de alunos, portanto os desafios são grandes.
O Brasil encontra-se, ainda, em uma posição de desvantagem nesse setor, em relação a outros países, porém as perspectivas são muito boas e o crescimento é evidente. Não bastando as modificações tecnológicas, a modificação docente também é necessária. Um professor para esse tipo de nova educação também precisa ser construído.
Diferentemente dos padrões convencionais, o professor da Educação a Distância precisa despertar na comunidade estudantil a busca pelo seu próprio aprendizado.
Palavras-Chave: Educação a Distância. Ensino Presencial. Tecnologia. Novos paradigmas em Educação. Transição.

1 – INTRODUÇÃO

São muitos os avanços e as transformações que a Educação a Distância tem passado ao longo dos anos juntamente com o uso dos recursos computacionais – da tecnologia por ser uma modalidade de ensino considerada nova.
É uma proposta de educação do futuro, possuindo características positivas que a diferenciam da educação presencial, portanto a educação a distância mostra-se como uma forma de quebrar os paradigmas educacionais tradicionais, colocando-se como perspectiva positiva para o futuro.
O Ensino Presencial, tradicional, não provê o crescimento e a demanda que a sociedade exige, e o investimento necessário para a formação de novos professores e escolas torna-se alto, portanto, inviável.
A Educação a Distância em sua estrutura é bem diferente da presencial, as variáveis mediador/aluno/instituição escolar, recebem uma integração diferenciada, onde é feita em grande parte através dos recursos computacionais. O mediador tem o papel apenas de orientação, e o aluno faz o papel principal, é ele o protagonista do seu próprio processo de aprendizagem.
O processo de aprendizagem mediada pelo computador, embora não seja uma idéia nova, está expandido drasticamente nos últimos anos, com a utilização cada vez maior das tecnologias da comunicação, especialmente as ligadas à internet, e com isso novas práticas pedagógicas tem sido criadas ao redor deste modelo, permitindo assim que o Ensino a Distância seja uma tendência para o futuro, representando hoje, um grande avanço na renovação dos paradigmas da educação, portanto o uso do computador está se tornando um importante recurso mediador para a aquisição do conhecimento e para uma aprendizagem mais dinâmica, transformou-se em um instrumento importantíssimo, mas que não substitui um professor o auxilia.
A transição do meio convencional, ou seja, o ensino presencial, para o ambiente virtual ou Ensino a Distância, não deve ser vista como um fácil processo, porém é a grande tendência para a educação do futuro.

2 – EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA – EAD

Educação a Distância é uma forma de educação, no qual professores e alunos estão fisicamente distantes e que tem como meio principal de comunicação e disponibilização de informações, a tecnologia – recursos computacionais.
De acordo com Moran, a Educação a Distância (EAD) pode ser definida como um processo de ensino/aprendizagem dos quais professores e alunos podem se comunicar ao mesmo tempo, além da forma convencional (presencial), também de maneira virtual. Assim, estão separados fisicamente, mas próximos virtualmente, unidos por tecnologias como a internet, correio, rádio, TV, vídeo, CD-ROM, DVD, telefone, fax, etc. (MORAN, 1998, p.04).
O decreto 5.622, do Diário Oficial da União, de 19 de dezembro de 2005, em seu artigo 1º, caracteriza a Educação a Distância como uma modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempo diversos. Cita ainda, em seu parágrafo 1º, que a Educação a Distância organiza-se segundo metodologia, gestão e avaliação peculiares, para as quais deverá estar prevista a obrigatoriedade de momentos presenciais para: avaliações de estudantes; estágios obrigatórios, quando previstos; defesa de trabalhos de conclusão de cursos, quando previstos; atividades relacionadas a laboratórios de ensino, quando for o caso.
As Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), reformuladas em 1996, embasadas na Constituição Federal, artigo 206 prevê princípios bem definidos e regulamentados para o ensino (MEC, 2003).
A Lei n.º 9,394, de 20 de dezembro de 1996, pelo Decreto n.º 2.494, de 10 de fevereiro de 1998 (publicado no D.O.U. de 11/02/98), define que a educação a distância é uma forma de ensino que possibilita a auto-aprendizagem, com mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados, apresentados em diferentes suportes de informação, utilizados isoladamente ou combinados e veiculados pelos diversos meios de comunicação (MEC, 2003).
Para cursos de pós-graduação e graduação, na modalidade à distância, a Lei 9.394/96 (LDB), do Decreto 2.494/98 e de Portaria Mec nº. 301/98 informa que tanto as instituições públicas ou privadas podem oferecer, desde que legalmente credenciadas para o ensino superior a distância, por meio do parecer do Conselho Nacional de Educação e homologado pelo Ministro da Educação por meio da Portaria publicado no Diário Oficial.
3 – EAD NO BRASIL
Os primeiros cursos por correspondência, com material impresso, encontraram algumas dificuldades devido à demora dos correios e ao pouco incentivo recebido por parte das autoridades educacionais. Depois dessa fase, a Educação a Distância passou a acontecer por meio do rádio, com grande sucesso.
Fatos e acontecimentos da EAD no Brasil:

1904 – Escolas privadas internacionais começaram a oferecer cursos pagos. Folhetos, correspondência.
1934 – Rádio-Escola Municipal do Rio de Janeiro. Folhetos, esquema de aula, cartas e transmissões radiofônicas.
1939 – Fundado o Instituto Rádio Monitor, instituição privada que oferece ainda hoje cursos profissionalizantes. Folhetos.
1941 – Fundado o Instituto Universal Brasileiro, instituição privada que oferece, ainda hoje, cursos profissionalizantes. Folhetos.
1941 – Universidade do Ar, voltado para professor leigo. Rádio.
1947 – Universidade do Ar, criada para treinar comerciantes e empregados em técnicas comerciais. Atingiu o ápice na década de cinqüenta, com oitenta mil alunos. Rádio: Leitura de aulas realizadas por professores.
1957 – Sistema Radioeducativo Nacional – produzir programas transmitidos por diversas emissoras Rádio.
1961 – Movimento Nacional de Educação de Base, concebido pela Igreja e patrocinado pelo Governo Federal. Terminou em 1965 Principalmente rádio com supervisão periódica.
1964 – Solicitação do Ministério da Educação de reserva de canais VHF e UHF para TV educativa.
1970 – Projeto Minerva, em cadeia nacional. Rádio.
1972 – Governo Federal envia um grupo à Inglaterra para analisar a experiência da OU Open University. O relatório colocou um grande obstáculo nas iniciativas brasileiras.
Anos 70 Fundação Roberto Marinho (privado) inicia educação supletiva à distância para primeiro e segundo grau. Rádio, TV e material impresso.
Anos 80 – A Universidade de Brasília cria os primeiros cursos de extensão a distância. Diversos.
Anos 90 – Criada a Universidade Aberta de Brasília. Diversos.
UFSC – em parceria com oito universidades oficiais e privadas, além de diversas empresas cria o primeiro programa de Mestrado e Doutorado mediado por computador. Computador/Internet. Mestrado Tecnológico em logística da Petrobrás Videoconferência, Internet, CD-Rom, Rádio, TV, material impresso. Criada a Escola do Futuro, USP. Videoconferência, internet, CD-Rom, Rádio, TV, material impresso, computador e Internet. Universidade Federal Paulista de Medicina cria o Centro de Informática na Saúde. Computador/Internet.
De 2000 a outubro 2011 – Até o início do ano de 2004 mais de 1,1 milhão de pessoas fizeram algum tipo de curso a distância.
Até o ano de 2000 apenas duas (2) instituições estavam oficialmente credenciadas para ofertar cursos de graduação e pós-graduação Latu-senso a distância. Até a data de 03/2006 setenta e sete (77) instituições novas foram autorizadas para cursos de graduação e sessenta e cinco (65) para oferta de cursos de pós-graduação Latu-senso.

Segundo MCT (2005), praticamente todas as universidades brasileiras, nos dias atuais, desenvolvem programas de EAD, e a tendência é que durante o século 21 aconteça um continuo movimento de consolidação e expansão dessas iniciativas.
A expansão da EAD só é possível por existência de bases teóricas, criação de estratégias, alternativas de ensino, iniciativas sólidas e condizentes com o momento sócio-tecnológico existente no Brasil e no Mundo e, principalmente, sustentado por leis regulamentadoras.

4 – PERFIL DOS ALUNOS E PROFESSORES DE EAD

Para que haja o sucesso na EAD tanto o aluno, quanto o professor precisam ter algumas características distintas.
O aluno tem que ser autodidata; administrar o tempo; ser autônomo; ter autodisciplina; compartilhar os conhecimentos, interagir com o grupo, ser participativo, entre outros.
Já o professor na educação a distância deve deixar de ser autoritário, para se tornar investigador, um pesquisador do conhecimento crítico e reflexivo.
O professor precisa ser criativo, articulador e, principalmente, parceiro de seus alunos no processo de ensino-aprendizagem, abrindo caminhos coletivos de busca e de investigação para a produção do seu aluno. (MORAN, 2004, p.22).
Azevedo afirma que, da mesma forma que aprender a usar quadro e giz não faz de ninguém um professor convencional, saber usar bem o computador não faz de ninguém um professor on-line, pois este precisa adequar-se não só a um novo meio, a um novo ambiente educacional, mas a uma nova proposta pedagógica em constante construção, portanto o professor deve concentrar-se na capacidade de mobilizar a comunidade de aprendizes em torno da sua própria aprendizagem, e não mais, simplesmente, no domínio do conteúdo ou das técnicas didáticas como era na educação convencional, deve ser motivador, encorajador e buscar despertar na comunidade o senso de ajuda mútua, mantendo um clima de solidariedade entre o seu grupo.
Portanto, observamos que a Educação a Distancia é uma forma de ensino estruturada, que passou por grandes transformações ao longo dos anos, utiliza-se atualmente a tecnologia como meio principal de comunicação e disponibilização de informações, mas tanto o professor quanto o aluno precisa ter algumas características especiais para que esta tenha sucesso e possa efetivamente colaborar para o processo de aprendizagem dos alunos.

5 – ESPAÇOS DE APRENDIZAGEM

Segundo Peters (2003), existe uma grande diferença entre espaços de aprendizagem reais tradicionais e os espaços de aprendizagem virtuais. Faz-se necessário a tomada de consciência em inovar os processos de aprendizagem quando se utiliza o computador e a internet para estes fins.
Os espaços de aprendizagem tradicionais possuem propriedades específicas: as atividades de aprendizagem são fixas, prendidas no tempo e na localização. Estes espaços favorecem a formação de grupos, possibilitando a convivência e a busca de conhecimentos comuns, sentimentos de pertença e proteção de perturbações externas. As informações são acessadas por meio de todos os sentidos, induzindo atitudes e sentimentos.
Já os espaços de aprendizagem virtuais apresentam grandes diferenças em relação ao espaço de aprendizagem tradicional, que segundo Peters (2003), na e por trás da tela do computador há uma esfera ilimitada e incompreensível que vai muito além, podendo abranger o mundo, pois o tempo e os locais não são fixos.
Este espaço de aprendizagem virtual não é limitado, fechado e nem protegido, a interatividade entre as pessoas não ocorre face a face.
O espaço de aprendizagem virtual pode ser subdividido em dez espaços de aprendizagem de acordo com as seguintes funções: apresentação de dados e informações; obtenção de informações; comunicação; colaboração; exploração (browsing); armazenamento e recuperação de informações; multimídia; processamento eletrônico de textos (hipertextos); simulação e realidade virtual.
Nos ambiente tradicional a maioria dessas funções passam a ser desconhecidas.
Portanto observa-se que cada vez mais as instituições de ensino tem migrado para o Ensino a Distância, visto que estas tem buscado novas alternativas para o desenvolvimento de programas com qualidade e possibilidades de interação com as novas tecnologias, diferentemente dos espaços de aprendizagem tradicionais que são fixos.

6 – SOFTWARES DE APOIO A EAD

A modalidade de Educação a Distância conta com diversos tipos de ambientes integrados que reúnem uma série de recursos para sua estruturação na modalidade a distância, como os softwares comerciais: LearningSpace e WebCT, ou aqueles desenvolvidos por universidades e grupos de pesquisa, como o Aulanet, Eureka e TelEduc. Além desses, há também os desenvolvidos para ambientes com cursos específicos, como o criado para o curso de Atualização dos Multiplicadores do Proinfo.
FirstClass Colaborative Classroom (FCCC) é um produto criado pela Centrinity para apoiar a conferência via computador, reunindo as tecnologias do correio eletrônico e das listas de discussão, funciona em equipamentos simples. É possível organizar as mensagens, informações e leituras dentro de arquivos ou conferências, além disso, as permissões também podem ser estabelecidas, determinando quais grupos podem escrever, ler e editar documentos nas conferências.
LearningSpace Forum foi desenvolvido pela Lótus – IBM com base no ambiente de groupware do Lotus Notes/Domino. Esse ambiente pressupõe o apoio a atividades assíncronas, propiciando o trabalho colaborativo entre equipes com múltiplos níveis de comunicação. Outra característica é a facilidade de desenvolvimento de cursos, sendo que para isso não há a necessidade de conhecimento em programação, possui ainda uma interface com a internet onde facilita a participação dos alunos nos cursos e permite aos instrutores criar seu conteúdo.
TeamWave Workplace, foi projetado para apoiar comunidades virtuais, onde seus membros acessam suas comunidades diretamente ou através do portal principal, permitindo a criação e manipulação dos espaços virtuais da comunidade, este espaço pode atender a uma série de necessidades, desde arquivos até bibliotecas.
Através da internet é possível, estabelecer pelos educadores um modelo mais colaborativo de aprendizagem, onde os estudantes podem interagir ativamente com o material do curso, com seu instrutor e com os demais estudantes.
WebBoard: ferramenta voltada para Web contendo fóruns e software para chat, das quais proporciona soluções para comunicação entre um número grande de comunidades. O ambiente é um recurso para a comunicação, disseminação de informações e construção de comunidades.
WebC: baseado na Web, esta ferramenta foi desenvolvida para permitir que educadores construa ambientes sofisticados de aprendizagem, com economia de tempo, recursos ou conhecimentos técnicos, destaca-se em suas funcionalidades o desenvolvimento do design das páginas dos cursos pelos educadores e a disponibilização de um conjunto de ferramentas educacionais para o aluno, que podem ser facilmente incorporadas em um curso. Além disso, fornece um conjunto de ferramentas que auxilia o professor na tarefa de administração de um curso.
Eureka: baseado na Web é um ambiente de Aprendizagem Colaborativa a Distância, destinado ao estabelecimento de comunidades virtuais de estudo, como forma de promover educação e treinamento a Distância.
Neste ambiente há a integração de diversas ferramentas: fóruns de discussões, chat, correio eletrônico, conteúdo, edital, estatísticas, links, participantes entre outros.
AulaNet: foi um projeto iniciado em 1997, pelo Laboratório de Engenharia de Software (LES) do Departamento de Informática da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUCRJ), onde é um ambiente cooperativo, baseado na web. Tem como objetivo a criação e assistência de cursos a Distância. Atualmente, o AulaNet conta com as versões em português (onde existe 1050 alunos e 240 professores registrados), inglês e a sua versão em espanhol onde está em desenvolvimento.
LearnLoop é um projeto desenvolvido no The Viktoria Institute e The Council For IT use at the Gothenburg Business School em Gothenburg, Suécia, por Daniel Önnerby, Per Åsberg and Britt Klintenberg. Este projeto encontra-se em desenvolvimento pela comunidade, sob licença GNU (GPL), pois é Open Source, ou seja, seu código fonte é disponibilizado para que se possa ser modificado.
A adaptação e tradução do código para o português para os cursos da Universidade Virtual Pública do Brasil – UniRede vem sendo conduzido pelo Prof. João Dovicchi e a equipe de tecnologia para EAD do Núcleo Avançado de Computação Sônica e Multimídia – NACSM da Universidade Federal de Uberlândia – UFU.
TelEduc: foi desenvolvido por pesquisadores do Nied (Núcleo de Informática Aplicada à Educação) da Unicamp.
É um projeto que tem o propósito de auxiliar o processo de formação de professores na área de informática educativa, onde é baseado na metodologia de formação contextualizada. É um ambiente para a criação, participação e administração de cursos na Web, suas ferramentas foram idealizadas, projetadas e depuradas segundo as necessidades relatadas pelos usuários.
Este projeto foi criado pelo Ministério da Educação do Programa Nacional de Informática na Educação (ProInfo) onde tem por finalidade apoiar a formação continuada dos multiplicadores vinculados ao projeto.
Diversos grupos participam desse ambiente: os alunos (multiplicadores ou futuros multiplicadores), orientadores (professores que acompanham os alunos nos Seminários e na construção dos Projetos de Aprendizagem), oficineiros (professores responsáveis pela elaboração e acompanhamento das atividades desenvolvidas nas Oficinas) e plantonistas (monitores para apoio às atividades desenvolvidas pelos alunos).

7 – CONCLUSÃO

A Educação a Distância é uma nova modalidade de ensino e é a aposta para a educação do futuro, seguindo o mesmo principio que é a de formar cidadãos. Possui grandes vantagens em relação ao ensino presencial, custo mais baixo, ensino aprendizagem mais eficaz.
A Educação a Distância, existe desde o final do século XVIII, onde sofreu grandes transformações, estas adaptadas à evolução tecnológica, sem perder suas características.
Nesta nova forma de ensino e aprendizagem a utilização das ferramentas do computador e seus recursos de multimídia e de acesso à internet, possibilitam maior disseminação da informação e o aprimoramento da educação por alunos e professores nos dias atuais, tem sido vista também como um meio mais democrático de educação.
Muitas universidades adequaram-se a essa nova forma de Ensino e trabalham incessantemente para buscar melhorias e desenvolver mais e melhores formas de alcance para os alunos.
No Brasil, a Educação a Distância ainda passa por pequenas transformações, por falta de recursos financeiros, de recursos humanos capacitados, material didático adequado e meios apropriados que levem o aprendizado ao aluno.
Além disso, a Educação a Distância exige uma nova mentalidade, uma nova postura por parte de seus atuantes, por um lado o professor deve ser inovador, incentivar a descoberta, motivar o aluno a buscar seu próprio conhecimento, e por outro lado o aluno deve possuir um novo perfil, saber administrar o seu próprio tempo, ser interessado e colaborativo, tendo consciência de que faz parte de um ambiente de aprendizado, portanto protagonista de sua própria aprendizagem.
Apesar desses fatores, a Educação a Distância ainda leva vantagem sobre o Ensino Presencial.

8 – REFERÊNCIAS

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ISSN 1808-6225

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